Ao longo dos seus 10 anos de existência, o Bitcoin se tornou um dos maiores exemplos da capacidade das moedas digitais. Entre os seus altos e baixos, em 2017, a criptomoeda passou por uma grande transformação em seu valor e chegou a valer mais de US$10.000. Porém, conforme o tempo foi passando, o preço da moeda caiu significativamente e, para muitos, isso foi um sinal do possível fim do Bitcoin.

Mas será mesmo que os investimentos envolvendo a criptomoeda estão para acabar? Quais são as previsões para o futuro? Bem, para esclarecer de uma vez por todas essas questões, nós resolvemos juntar algumas projeções sobre a moeda. Continue e confira!

O fim do bitcoin: o que sabemos?

Para melhorar o entendimento a respeito dos motivos pelos quais tanta gente tem previsto o fim da criptomoeda, nós separamos alguns tópicos com principais causas. Veja!

Bitcoin tem limite

Como a maioria sabe, em 2009, quando Satoshi Nakamoto desenvolveu o protocolo do Bitcoin, ele determinou que a moeda deveria ter um limite de fabricação. Até 2140, apenas 21 milhões de moedas poderiam estar em circulação. O que acontece é que, atualmente, há 17,54 milhões de criptomoedas no mundo, ou seja, não falta muito para atingirmos esse limite.

Sendo assim, será necessário diminuir a produção da moeda, para evitar que, antes mesmo da data estipulada, a circulação fique escassa.

Baixo entusiasmo do mercado

O Bitcoin há 2 anos chegou a um dos seus maiores resultados em termos de cotação. Por isso, a expectativa dos investidores era que o seu valor fosse cada vez mais alto, mas conforme os meses foram passando, isso não aconteceu. Tanto que, no começo de janeiro de 2018, a criptomoeda começou a sinalizar que dificilmente voltaria ao seu patamar de US$ 20.000.

O Bitcoin iniciou o ano passado valendo US$ 13.500 e a cada mês o preço ia recuando mais. Entre um dos motivos para isso, acredita-se que havia muita expectativa para que as operações envolvendo a moeda fossem reguladas no mercado mundial, mas houve bastante resistência.

Com alguns países dificultando a possibilidade de transações legais com a criptomoeda — como é o caso da Bolívia, Venezuela e Rússia —, isso causou um travamento dos preços por meses, o que gerou no final do ano passado a perda de 80% do seu valor.

Instabilidade nos valores

Quem conhece o Bitcoin sabe que não é nenhuma novidade a alta volatilidade na cotação desse tipo de ativo. Aliás, isso até é uma característica bastante marcante que, se bem usada, pode garantir bons retornos ao investidor.

Porém, desde 2018, a moeda vem perdendo o valor, mostrando uma oscilação mais negativa. Em janeiro deste ano a moeda sofreu uma queda de 5,66%, mesmo após um aumento de 3%. Agora ela está sendo negociada em US$ 3.830.

Por que o bitcoin ainda vale a pena?

Conforme vimos no tópico anterior, há diferentes motivos para que muitos investidores acreditem que o Bitcoin está no fim. Porém, vamos com calma. Apesar da baixa recente no valor da moeda, existem muitas previsões de que esse é o fim de um ciclo e que logo os investimentos com a moeda voltarão a crescer.

Nesta segunda parte, resolvemos apresentar quais são elas. Acompanhe e confira.

21 milhões até 2140

No primeiro tópico, nós contamos que um dos possíveis motivos para o fim da moeda é o seu limite de fabricação — afinal, até 2140 devem estar em circulação apenas 21 milhões de moedas. Contudo, apesar de esse valor não ter mudado, já existem iniciativas para um maior controle da produção. Uma delas está diretamente ligada a quantidade possível de mineração de Bitcoins. Geralmente, cada bloco da criptomoeda contém 50 moedas, mas desde 2012 o número foi reduzido para que cada conjunto gere 12,5 Bitcoins. O que já está auxiliando para que o ritmo seja cada vez menor.

Além disso, uma das grandes vantagens da moeda é sua capacidade de ser fracionada, isto significada, que ela pode ser dividida, não só por 100, como nas moedas comuns, mas por até oito casas decimais. A menor fração da moeda já até tem nome, Satoshi, ela vale 0,00000001 BTC e pode ser comercializada normalmente.

Mais investidores

Uma das notícias mais impressionantes sobre Bitcoin é que, mesmo com sua desvalorização, a moeda continua atraindo bastante investidores. Como mostra o estudo do Cambridge Center for Alternative Finance, os números de usuários em 2018 quase dobrou. Eram 18 milhões de pessoas e agora são 35 milhões.

Um dos fatores que explicam esse aumento, é como a tecnologia empregada tem recebido apoio de diferentes setores. Além disso, cada vez mais as carteiras digitais estão caminhando ao lado das bolsas de valores, justamente por causa da popularização das criptomoedas.

Estabilidade

Muitos, ao longo da trajetória das criptomoedas, apresentam teorias a respeito do futuro da moeda, é o caso do criador da Ethereum, Vitalik Buterin, que diz que o crescimento desse tipo moeda se deve ao marketing. Porém, agora, com o fim do boom que trouxe a alta na cotação, ele enxerga que o mercado começará a se estabilizar.

Inclusive, para ele, os investidores devem atentar para quais serão os próximos passos para o futuro. Vitalik acredita que agora é o momento de atrair as pessoas para uma relação mais profunda com a moeda. Quem sabe, futuramente, utilizando-as em aplicações na economia real.

Novas estruturas

Uma das grandes novidades em relação à moeda e, talvez, uma das grandes provas que o futuro é cada vez mais certo, é o investimento da Intercontinental Exchange. A operadora da bolsa de valores de Nova York desenvolveu uma nova plataforma, chamada Bakkt, com o objetivo de fazer com que seja possível negociar criptomoedas, como o Bitcoin.

A ideia principal é que esse empreendimento facilite o contato dos investidores institucionais de Wall Street com os ativos digitais. Sendo assim, a plataforma não só trabalhará com negociações, como também com contratos futuros de Bitcoins. O que para muitos será um grande marco e poderá garantir uma nova onda de valorização da moeda.

Bem, vimos neste texto que, apesar da queda da moeda digital, ainda é muito cedo para decretar o fim do Bitcoin. Quer continuar recebendo informações sobre o futuro das criptomoedas diretamente em seu e-mail? Então, assine já a nossa newsletter!